É fato que cada área possui suas particularidades, e é preciso construir um sistema de avaliação que leve isto em conta. Devemos fugir de mecanismos que avaliam somente o número, sem quaisquer preocupações com relação ao tempo e forma de produção existentes nas diversas áreas. A avaliação da qualidade da produção é um tema bastante complexo, e que merece um debate mais amplo na comunidade universitária. O sentido maior do trabalho docente não pode ser o de atender a indicadores, mas de contribuir com o entendimento e solução dos problemas das diferentes comunidades cientificas e da sociedade.
Um equívoco frequentemente cometido é a utilização de critérios de avaliação coletivos para cursos de pós-graduação em avaliações individuais para progressão funcional ou estágio probatório. Ao avaliar-se um conjunto grande de pesquisadores é razoável que sejam utilizados critérios estatísticos (que precisam ser debatidos, se objetivamos a melhoria na qualidade da produção docente), mas a avaliação individual deve antes de tudo olhar as particularidades da produção intelectual.
Um outro problema com o atual sistema de avaliação é que se considera somente a qualificação dentro da área na qual se supõe que a produção foi realizada. Entretanto, isto pode não corresponder à realidade, tendo em vista o fortalecimento de trabalhos interdisciplinares. Hoje é comum encontrarmos pesquisadores desenvolvendo ciência de qualidade na fronteira entre diversas áreas que não encontram respaldo neste tipo de avaliação.
Também igualmente importantes são as atividades de ensino, extensão e administrativas, sem as quais a academia perde o seu sentido. É importante avaliar estas atividades de maneira justa, sob pena de privilegiar somente uma das muitas atividades docentes.
Precisamos buscar métodos de avaliação que privilegiem a qualidade da produção docente, seja ela sob a forma de pesquisa, ensino, extensão ou atividades administrativas, em detrimento da avaliação puramente numérica e estática. Assim, precisamos urgentemente iniciar a discussão sobre os métodos de avaliação da produção, seja para fins administrativos como a progressão funcional docente, ou para fins acadêmicos, como a avaliação de cursos de pós-graduação, bolsas de pesquisa, projetos, dentre outros.
Por um sindicato moderno e eficiente, por um sindicato novo. Nos dias 8 e 9 de Maio, vote Chapa 1, ADUnB para os Professores: União, Valorização e Eficiência.
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